Extrato de "UMA REPÚBLICA SOCIALISTA", artigo publicado no site da CNBB. Enquanto tantos setores da entidade deixam claro ser isso mesmo que desejam, a opinião de D. Aloísio Roque Oppermann, arcebispo emérito de Uberaba, merece ser louvada.


"No Brasil, alegremente, estamos correndo para os braços das ditaduras. Sem pejo nenhum, e sem falsete no rosto dos nossos dirigentes, temos relações diplomáticas preferenciais com nações, onde as liberdades individuais são uma quimera. As visitas oficiais a certos países, de visceral princípio socialista, são uma constante. A importação de médicos estrangeiros (não quero duvidar de sua competência profissional), tem como objetivo acostumar nossa população com as belezas do socialismo. Os gastos financeiros com doações em favor de nações mais pobres (todas socialistas), são uma constante. Os Black Blocs, quebrando com grande satisfação os Bancos, mostram que já estão infectados com esse vírus, francamente anti-livre mercado. Os que querem os serviços públicos todos gratuitos, vivem de um delírio deplorável. Tudo está sendo feito à luz do sol. Os condutores da nação terão o direito de dizer: “eu avisei”. É muito provável que entre os condenados pelos crimes do mensalão, já se encontrem aqueles que, no futuro, serão os dirigentes da Nação".
 

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Interessante, muito interessante, as recentes estocadas recíprocas entre Aécio Neves e Dilma Rousseff. A presidente, tão logo a lufwaffe germânica bombardeou implacavelmente o arco defendido por Júlio Cesar, abriu a caixinha de sugestões e colheu de lá a ideia de que o governo poderia agir no sentido de promover uma modernização das estruturas do nosso futebol. O ministro Aldo Rebelo subiu o tom e falou em "intervenção indireta". Para a presidente, tratava-se de produzir um gesto que protegesse o governo contra possíveis desgastes políticos causados pelo fiasco.

Aécio Neves, ironizou a providência, afirmando que Dilma estava pretendendo criar a Futebras. O comentário se encaixa na linha estatizante do governo central, que jamais desaparece da retórica petista quando analisa seus adversários, embora, na prática do seu governo, comporte exceções. Dilma, por sua vez, retrucou afirmando que não pretendia criar qualquer Futebrax, numa alusão a Petrobrax, ideia para mudança do nome da Petrobras surgida durante o governo de FHC.

O fato serve para mostrar que, tanto na opinião do governo quanto da oposição, a Copa é tema com reflexos na eleição, revelando-se uma poderosa e onerosa arma política que disparou pela culatra.
 

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Democracia não é o equivalente institucional da bagunça, do desrespeito à honra e à propriedade alheia. Nem da violência política que determina o agir de tantos radicais. Ela não é a selva das feras ideológicas nem a casa de tolerância das idéias políticas. Não é a prostituta do mundo livre, como a qualificou a ativista da esquerda indiana Arhundati Roy, nem aquela conveniente debilidade da burguesia, como nossos comunistas costumavam proclamar ao tempo em que eram mais sinceros, embora continuem atuando como se fosse.

O que mais me surpreende não é essa escolinha de terrorismo que está iniciando suas primeiras aulas no Brasil. Era de se esperar por algo assim desde que nossas instituições acolheram de modo bonachão e hospitaleiro as tropelias do MST. Haveria de chegar o dia em que alguém começaria a atirar bombas e quebrar tudo. Agora? O que me surpreende é que essa tolerância persista, apesar de algumas prisões aqui e ali, confundindo liberdades democráticas com tolerância à violência dos intolerantes. O nome disso é suicídio social.
 

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No último dia 7 de julho, organizações como MST, Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Movimento dos Atingidos por Barragens, Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Pequenos Agricultores, Movimento de Mulheres Camponesas, Rede Fora do Eixo, Comitês Populares do Plebiscito, mobilizaram-se em todo o país no Dia de Luta pela Constituinte. A iniciativa, que já conta com mais de 600 núcleos organizados em todos os Estados, pretende coletar, durante a Semana da Pátria, 10 milhões de assinaturas para o projeto de iniciativa popular em favor da Reforma Política, mediante uma constituinte exclusiva. Existem vídeos no YouTube sobre o tema.

Conhecida a relação das entidades participantes, pode-se presumir que tais ações correspondem a uma estratégia oficial, governista, porque as pautas desse plebiscito lhe convêm. E lhe convém, outro tanto, que essas mobilizações de rua aconteçam em pleno período eleitoral, desviando a atenção social para um outro foco que não o da atualidade social, política e econômica do país. Campanha em favor de reformas institucionais em pleno período eleitoral é alienação travestida de militância. Ou militância diversionista.
 

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PROPAGANDA ENGANOSA

09/07/2014

Está sendo feito um grande esforço no sentido de destacar entre os tais "legados da Copa" a visibilidade concedida ao país em função do evento. São imagens padrão FIFA, de um evento padrão FIFA e peças publicitárias elaboradas pelos patrocinadores enfocando aspectos do nosso país. Tudo perfeito. Perfeito até de mais.

Publicidade que não encontra reflexo na realidade não funciona. Boa publicidade é a que divulga virtudes de um produto virtuoso. E esse não é, realmente, o caso brasileiro. Em 2009, baseada em informações insuficientes sobre a realidade nacional, a revista The Economist publicou uma edição em cuja capa exibia o Cristo Redentor como um foguete em acelerada ascensão. Quatro anos depois, em 2013, a mesma revista, novamente em matéria de capa, mostrava aquele foguete em queda na direção do solo. Fantasias não resistem ao passar do tempo. No mês passado, a mesma jornalista que produziu a matéria, em entrevista ao "Congresso em Foco", reprovou nossa burocracia, nossos sistemas tributário e previdenciário, nosso conformismo ante os problemas sociais e políticos. E - pasmem - identificou um preconceito dos brasileiros para com os brasileiros.

Nenhuma nação pode ser apenas um cenário bonito. Esperto, Lula sumiu e se descola de sua criatura.
 

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Muito se ouve, entre nós, que o preço da gasolina no Brasil é o mais alto do mundo, ou um dos mais altos do mundo. Isso não é verdadeiro. Ainda recentemente estive na Itália e na Turquia e em ambos os países, o litro desse combustível oscila ao redor de R$ 4,50 convertido para nossa moeda. Gasolina abaixo de 1,50 euros não existe na Europa.

O atual governo não só tornou o Brasil novamente importador de gasolina como fez despencar o ritmo de crescimento da produção nacional. Reportagem publicada no jornal Estado de São Paulo na edição do dia 7 de julho informa que nos primeiros cinco meses deste ano a produção brasileira cresceu apenas 0,1%. Aliás, desde 2009 ela não tem expansão significativa. Conforme alguém já afirmou antes, a Petrobras sob gestão petista é a única petroleira que perde dinheiro quando o preço do barril de petróleo sobe. Mas isso não importa. Danem-se os acionistas e o futuro da empresa, contanto que ela sirva à propaganda oficial e que o governo não se desgaste com aumentos de combustíveis.

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