PROPAGANDA ENGANOSA

09/07/2014

Está sendo feito um grande esforço no sentido de destacar entre os tais "legados da Copa" a visibilidade concedida ao país em função do evento. São imagens padrão FIFA, de um evento padrão FIFA e peças publicitárias elaboradas pelos patrocinadores enfocando aspectos do nosso país. Tudo perfeito. Perfeito até de mais.

Publicidade que não encontra reflexo na realidade não funciona. Boa publicidade é a que divulga virtudes de um produto virtuoso. E esse não é, realmente, o caso brasileiro. Em 2009, baseada em informações insuficientes sobre a realidade nacional, a revista The Economist publicou uma edição em cuja capa exibia o Cristo Redentor como um foguete em acelerada ascensão. Quatro anos depois, em 2013, a mesma revista, novamente em matéria de capa, mostrava aquele foguete em queda na direção do solo. Fantasias não resistem ao passar do tempo. No mês passado, a mesma jornalista que produziu a matéria, em entrevista ao "Congresso em Foco", reprovou nossa burocracia, nossos sistemas tributário e previdenciário, nosso conformismo ante os problemas sociais e políticos. E - pasmem - identificou um preconceito dos brasileiros para com os brasileiros.

Nenhuma nação pode ser apenas um cenário bonito. Esperto, Lula sumiu e se descola de sua criatura.
 

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Muito se ouve, entre nós, que o preço da gasolina no Brasil é o mais alto do mundo, ou um dos mais altos do mundo. Isso não é verdadeiro. Ainda recentemente estive na Itália e na Turquia e em ambos os países, o litro desse combustível oscila ao redor de R$ 4,50 convertido para nossa moeda. Gasolina abaixo de 1,50 euros não existe na Europa.

O atual governo não só tornou o Brasil novamente importador de gasolina como fez despencar o ritmo de crescimento da produção nacional. Reportagem publicada no jornal Estado de São Paulo na edição do dia 7 de julho informa que nos primeiros cinco meses deste ano a produção brasileira cresceu apenas 0,1%. Aliás, desde 2009 ela não tem expansão significativa. Conforme alguém já afirmou antes, a Petrobras sob gestão petista é a única petroleira que perde dinheiro quando o preço do barril de petróleo sobe. Mas isso não importa. Danem-se os acionistas e o futuro da empresa, contanto que ela sirva à propaganda oficial e que o governo não se desgaste com aumentos de combustíveis.

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