Percival Puggina

 

Quem tivesse alguma dúvida sobre a necessidade de um sistema de votação em que possam ser auditados os votos dados pelos eleitores e não o sistema de votação, teve, agora, oportunidade de esclarecer.

O Senado Federal, através da plataforma e-Cidadania, abriu uma enquete para colher posição sobre o tema “voto impresso”. Tramita no Senado, um projeto de decreto legislativo do senador Lasier que obriga o uso de urnas impressoras em todas as sessões eleitorais no ano de 2022. Na Câmara dos Deputados, a deputada Bia Kicis apresentou uma PEC que será analisada pela CCJ.  

De modo surpreendente, a enquete do Senado vem mostrando uma sólida oposição ao projeto. No momento em que escrevo estas linhas, às 9 horas do dia 11 de maio, foram dados 487.779 votos a favor e 458.223 contra. Até anteontem (09/05) o não vencia...

Quem pode ser tão contra a impressão dos votos a ponto de mobilizar e preencher a pesquisa, com todas as confirmações que requer, para manter esse modelo que é, na prática, um crematório dos votos do eleitor? Qual a estranha motivação desses cidadãos? Quem os está arregimentando para esse fim? Quem tem tanta fé nesse coletivo esquerdista denominado STF, que  declarou “inconstitucional” o voto impresso?

Penso que o resultado está revelando muito mais do que pretendiam os votos “não” que ali estão sendo dados.

  • Percival Puggina
  • 11 Maio 2021

 

Percival Puggina

 

         Não preciso descrever o comportamento francamente faccioso da mídia militante brasileira. É algo escancarado. Nesta segunda-feira, por exemplo, Zero Hora abre espaço para matéria sobre as manifestações de sábado. Conseguiu a proeza de apresentar duas imagens sem que qualquer delas envolvesse as manifestações propriamente ditas. Uma é de Brasília tomada quando o presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e um grupo numeroso se enfileirou para saudá-lo, como é habitual. (Nada tinha a ver com a manifestação propriamente dita, de grande vulto, que ocorria noutro lugar). a Outra foto era de Porto Alegre e mostrava alguns veículos na ponta de uma carreata acontecida pela manhã. Simplesmente ocultou aos leitores a grande manifestação ocorrida à tarde, no Parcão.

         Isso acontece todo dia, o tempo inteiro, na quase totalidade dos principais meios de comunicação do país. Perdeu a linha e o prumo um jornalismo que desdenha os fatos e despreza a inteligência e a capacidade de percepção de seu público.

  • Percival Puggina
  • 03 Maio 2021

Leio em CubaNet 

Uma multidão de cubanos enfrentou a polícia do regime ao meio-dia desta sexta-feira na calle Obispo, rua central de Habana, exigindo o fim da repressão e a favor dos direitos de Luis Manuel Otero Alcántara e de todos os cubanos.

O protesto, ocorrido por volta de uma hora da tarde na esquina de Obispo e Aguacate, foi desencadeado após a violência dos uniformizados contra vários ativistas que decidiram manifestar-se pacificamente por respeito aos direitos civis enquanto denunciavam o perigo que corre a vida de Luís Manuel Otero em seu sexto dia de greve de fome e sede.

Nas imagens, uma multidão de cubanos é vista em torno de vários policiais e agentes da Segurança do Estado, que tentavam conter os ativistas.

Uma testemunha conta que, abraçados, os ativistas se recusaram a ser presos, e diante da violência exercida por um dos agentes, as pessoas se manifestaram em apoio aos demandantes.

Diante do avanço popular, os repressores tentaram forçar os ativistas a entrar em viaturas, mas a população interveio entre gritos de "não os espanquem" e "Pátria e Vida". A polícia se distanciou do excesso perpetrado por dois agentes da segurança do Estado, que foram particularmente violentos com alguns dos manifestantes.

Depois de várias tentativas malsucedidas de colocá-los nas viaturas, os repressores foram forçados a chamar reforços.

Dois veículos tipo Van, vários carros patrulha e polícia motorizada chegaram ao local para tentar concluir as detenções e dispersar a multidão que fazia fila na loja "La Francia", uma das muitas lojas autorizadas a vender em dólares, aumentando o público inquietação antes de um movimento profundamente impopular.

Os ativistas foram presos e levados embora. Até o momento de escrever esta nota, seu paradeiro é desconhecido.

*      Publicado originalmente em CubaNt, no dia 1º de maio.

**    Assista ao vídeo aqui: https://youtu.be/tCTNvEVxGQM

***  Tradução do editor do site.

Comento

Fatos assim, com protestos populares e enfrentamento à polícia, são novidade nas ruas de Havana. Como regra, os cubanos temem a polícia e à violência policial. Afinal, já levam 62 anos disso e operando em todos uma cultura de medo e respeito condicionado.

Suponho que a esquerda brasileira aplauda as ações policiais, aborreça-se com as reações populares (que devem estar “a serviço dos interesses ianques”...) e não veja a hora de voltar ao poder aqui para dar uma força financeira ao regime de lá.

  • CubaNet
  • 01 Maio 2021

Percival Puggina

 

Uma coisa dessas só acontece no Brasil e sob a lona do circo montado no Congresso Nacional. A CPI da Covid vai contra tudo que a observação cotidiana  me mostrou desde que o Centrão se formou durante o processo constituinte finalizado em 1989.

 Faço essa afirmação porque, no decorrer dos últimos meses, o governo federal formou com o Centrão uma tão sorridente quanto farta e sequiosa base de apoio. Franqueou-lhe acesso às presidências da Câmara e do Senado, ministérios, fundações, cargos e outras regalias de que se faz a política sob a lona circense do parlamento nacional.

A partir daí, pense comigo. Certo mocinho enfezado de um partido nanico, que faz mais política no STF do que no Senado, resolve forçar a criação de CPI com o objetivo de produzir mais incômodos ao governo e mais combustível para o incêndio promovido pela mídia militante. O Centrão nem tenta brecar a iniciativa da oposição minoritária. Formada a comissão,  – surpresa geral! –, a maioria de seus membros é oposicionista. Ou seja, a minoria cria uma CPI na qual se revela majoritária e seu presidente, supostamente governista, indica o notório Renan Calheiros para presidi-la.

Ora, se o Centrão majoritário não apoiar o governo neste ano de 2021, não será no ano que vem, com a eleição nacional e as eleições estaduais no foco das decisões partidárias, que irá produzir esse apoio.

Faço estas observações porque nas eleições do ano que vem, o foco dos  eleitores conscientes deve mirar não só a esquerda tóxica, mas incluir na faxina democrática os negocistas do Centrão.

  • Percival Puggina
  • 28 Abril 2021

Percival Puggina

É como se dissessem: “Brasil abaixo de tudo; nosso poder acima de todos”.

Vinte e quatro governadores brasileiros enviaram carta ao presidente dos EUA propondo ações conjuntas entre os governos estaduais do Brasil e o governo norte-americano com vistas a ações no meio ambiente.

Não há qualificativo que sirva a quem não respeita o próprio país, atropela a soberania nacional, despreza nossa história e as sucessivas gerações de brasileiros que asseguraram nossas fronteiras, defenderam nosso litoral, respeitaram e amaram, “com fé e orgulho a terra em que nasceram”.

Não reconheço como exercida em minha representação a assinatura do governador Eduardo Leite nesse constrangedor documento. Eu a renego com as forças da minha alma.

Alegam os governadores (os de Rondônia, Roraima e Santa Catarina não aderiram à carta) que o documento não é político e reúne governadores das mais variadas tendências partidárias e ideológicas. Poucos documentos podem ser tão políticos quanto uma carta que, no afã de gerar efeito publicitário e desconstituir a chefia de Estado brasileiro, avança sobre a Constituição Federal. Ela diz ser de competência privativa do presidente da República (art. 84, VIII) “celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional”.

No entanto, saíram os governadores a exibir fundilhos pensando erguer a cabeça, querendo “somar rapidamente capacidade técnica, grandes áreas regeneráveis de terra e governanças locais, com a imensa capacidade de investimentos da economia americana”, viabilizando “ações descentralizadas, em múltiplos pontos do território brasileiro”. E por aí vão, como se fossem caudilhos regionais de uma republiqueta do século XIX.

Quanto mal fazem ao Brasil aqueles para os quais a disputa pelo poder e o desempenho sem limites desse poder, com bênçãos do STF, não tem encontrado limites éticos! É como se dissessem o “Brasil abaixo de tudo; nosso poder acima de todos”.

  • Percival Puggina
  • 25 Abril 2021

Percival Puggina, com matéria do Jornal da Cidade On Line

Leio no Jornal da Cidade On Line

Artigo de Frederico “Fred” Rodrigues no referido jornal informa:

A dedicação da esquerda brasileira em destruir o país parece não ter limites. Na sua busca infinita por criar políticas cada vez mais estúpidas. O bom senso e a realidade passam a ser meros detalhes a serem contornados.

Liderando tudo que há de ruim na nossa política está o PSOL, um partido que se originou com, pasmem, pessoas que achavam que o PT não estava sendo radical o suficiente e hoje, pasmem novamente, consegue ser ainda pior do que quando surgiu.

E não é porque o PSOL não tem cadeiras na Câmara de uma cidade que ele deixaria de tentar atrapalhar a política local também.

Em Goiânia por exemplo, os gênios do “Socialismo e Liberdade” (hahahahaha) resolveram achar uma solução muito peculiar para o que eles julgam ser uma baixa participação das mulheres na política.

O PSOL entrou com ação na Justiça Eleitoral para que o mandato da Vereadora Léia Klebia seja cassado a fim de que a Lei que garante cotas para mulheres na política seja respeitada. Entendeu? Nem eu!

***

Comento

O artigo segue as supostas minorias como se fossem, todas, hipossuficientes? Por que, raios, é preciso haver quotas para mulheres, levando os partidos a forçar candidaturas de pessoas que não querem ser concorrer, que não têm aspirações eleitorais, que não farão campanha para si mesmas, apenas para preencher as tais quotas?

No entanto, lutar por medidas que, se bem examinadas, são ofensivas aos grupos supostamente beneficiários, é visto como conduta humanista, “igualitária” e, por isso, justa. Tanto são inadequadas tais políticas que indivíduos pessoalmente beneficiados assumem, de imediato, atitude defensiva, como que a proteger das “suspeitas” alheias, seus próprios méritos e direitos.

Isso em nada contribui para a harmonia social, que só se estabelece através de boa Educação, preparatória para o bom posto de trabalho. No dizer de Ronald Reagan, eis aí a melhor política social.

  • Percival Puggina, com matéria do Jornal da Cidade On Line
  • 21 Abril 2021