O governo federal pagará mais R$ 1,17 bilhão de reais para a ilha comunista de Cuba.

A CONTA JÁ SUPERA OS R$ 2,6 BILHÕES DE REAIS!
 

Esta matéria da Revista Veja, está de acordo com o que me informam meus correspondentes em Cuba, para os quais o apoio brasileiro ao governo de Havana vai contra os interesses do povo cubano e seus anseios por redemocratização.

"O novo termo aditivo, publicado no Diário Oficial da União no dia 18, estabelece que o Ministério da Saúde pagará mais 1,17 bilhão de reais pelos serviços dos médicos cubanos que já estão no Brasil. A ditadura cubana terá um lucro de 782 milhões de reais. Com o valor que o regime cubano vai receber, daria para construir 1.388 UPA´s, 15.765 ambulâncias e manter 17.716 leitos hospitalares."

Fonte: Revista Veja, 22 de agosto de 2014, edição 2388, página 90.

 

 

  • 28 Agosto 2014

AVENIDA CASTELO BRANCO OU DA LEGALIDADE?
Percival Puggina


 A Câmara Municipal de Porto Alegre deve deliberar sobre o projeto de mudança de nome da Avenida Castelo Branco. Motivo: uma desavença entre dois vereadores do PSOL e o falecido ex-presidente da República, que cumpriu mandato entre 11 de abril de 1964 e 15 de março de 1967.

 Os dois edis implicam com o nome da avenida. Ela lembra um marechal do Exército Brasileiro, chefe de operações da FEB durante a 2ª Guerra Mundial e o primeiro dos governantes militares brasileiros entre 1964 e 1985. Alegam que o marechal participou de um golpe e que, embarcado nesse golpe, chegou à presidência. Ora, quantas cidades e logradouros públicos homenageiam o Marechal Deodoro? Também ele, no seio de um golpe contra a monarquia constitucional, chegou inconstitucionalmente à presidência. O marechal Floriano, destinatário de iguais homenagens póstumas, participou dos mesmos eventos cívico-militares. Como vice-presidente, assumiu o poder na renúncia de Deodoro, exercendo o governo como ditador de fato e prorrogando o próprio mandato para muito além do tempo constitucional previsto para si. Nada diferente a assunção de Vargas em 1930, no bojo de uma revolução, e sua longa ditadura até 1945.

 No Rio Grande do Sul, com Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, tivemos três décadas de governos estaduais sob constituição não democrática e eleições fraudadas. E não há cidade gaúcha sem rua ou praça que os reverencie.

Castelo Branco foi eleito presidente, em sessão conjunta do Congresso Nacional, recebendo 361 votos de um total de 388, numa eleição em que os congressistas poderiam escolher o candidato que bem quisessem (inclusive houve votos para Juarez Távora e Eurico Gaspar Dutra). Entre os eleitores de Castelo Branco alinharam-se ilustres brasileiros, como JK, Ulysses Guimarães, Plínio de Arruda Sampaio (ex-PT e depois PSOL, recentemente falecido), Tancredo Neves e Franco Montoro.

É um caso de lanterna na popa, segundo a consistente imagem concebida pelo saudoso Roberto Campos.


 

  • 27 Agosto 2014

 

Não creio que esse quadro traga uma boa notícia.

Engana-se quem pensa que Marina Silva seja uma petista melhorada. Ela não saiu do PT, após vinte anos e muitos mandatos pelo partido, porque abraça ideias liberais para a economia e conservadoras para os valores apreciados pela sociedade brasileira. Não. Nem ela nem seu partido se posicionam assim. A 40 dias da eleição, experiências de voto útil podem conduzir a um resultado inepto para o país. Sim, é inepto deixar de votar em quem se quer para votar em quem não se quer, e que, ainda por cima, é muito parecida com quem não se quer.
 

 

  • 26 Agosto 2014

O HOMEM É UM SER FAMILIAR

Percival Puggina

O homem é essencialmente um ser social; com maior razão, pode-se dizer que é um ser familiar.” (João Paulo II)


Pediram-me, outro dia, que discorresse sobre o tema “Como podem os pais influenciar positivamente seus filhos”. Embora a receita seja a mesma de sempre - amor, diálogo, atenção, amizade, zelo e exemplo - há que reconhecer que os resultados podem ser insuficientes pois o conjunto das outras influências a que os adolescentes estão sujeitos envolve, supera e muitas vezes destrói os melhores influxos familiares. Só uma ação conjunta de pais, escolas, autoridades, Igrejas e meios de comunicação social pode reverter a situação.

 

A que influências nocivas me refiro? Refiro-me às novelas de TV (que jamais valorizam qualquer coisa que tenha valor), às perniciosas revistas juvenis, às bandas de rock (com a desarmonia que produzem, com o conteúdo das letras que berram e com o modo como se comportam); refiro-me ao fio condutor permissivo de quase toda a publicidade e mensagem voltada aos jovens (firmando, por palavras e exemplos, chavões moralmente insustentáveis, do tipo “livre é quem faz o que quer”, “você quer você pode”, “normal é o que todo mundo faz”, “você é quem sabe o que é bom prá você”, “errando se aprende”); refiro-me à cultura do corpo (e sua animalidade) e à indigência a que é relegada a humanidade do espírito e da mente; refiro-me à impotência das autoridades ante o tráfico de drogas, às noites e suas festas, que absurdamente começam na hora em que deveriam terminar (e ao livre consumo de bebidas alcoólicas por menores).

 

São adultos os que promovem e se beneficiam dessa ausência de limites e os que perante ela se omitem. Há no inferno lugar para todos.
 

  • 24 Agosto 2014

 

CADÊ A INDIGNAÇÃO PETISTA?

Escreve-me um leitor perguntando o que aconteceu com os petistas indignados que dominavam o espaço urbano do Brasil ao findar o século 20.

 

Ah, eu também me lembro! Nenhuma indignação era mais indignada que a indignação de um petista indignado. Era um furor messiânico, insuperável e imbatível. Ninguém conseguia ficar mais indignado do que um petista indignado.

 

Nem "los indignados de Espanha" lhes eram páreo. E assim andaram os petistas brasileiros, cavalgando sua ira, até que, numa ensolarada manhã de verão, Lula subiu a rampa do Palácio e enviou, no peito estufado de bazófias, a verde e amarela faixa presidencial.

 

Naquele dia e naquela hora, sumiram os indignados. Não houve escândalo, rombo, desvio de recursos, negócios sigilosos, abraço a ditadores, apoio a governos bandidos, que deles arrancasse o mais banal cenho fechado ou um simples abanar de cabeça. Nem no horário político ela aparece! O governo petista encheu-lhes a indignação com dinheiro do contribuinte. E todos se tornaram tão dóceis que só falta desfilarem com coleira...
 

  • 21 Agosto 2014

A TRISTE SITUAÇÃO DOS APOSENTADOS


Aposentados e pensionistas são pessoas que deram dupla contribuição ao país. A primeira e principal mediante seu trabalho. O país que temos é, em grande parte, produto do empenho dos que vieram antes de nós. A segunda contribuição foi dada com o aporte financeiro mensal, ao longo dos anos, para gerar seu direito à aposentadoria quando a idade e a saúde não mais lhes permitissem trabalhar. É claro que todos eles, ademais, também serviram - e muitos ainda servem - à Pátria, à Nação, às suas comunidades e às suas famílias.

De outro lado, no rol dos aposentados e pensionistas foram incluídos milhões de pessoas que, cumpridas determinadas condições, passaram a receber do sistema uma pensão cujo único fundamento é o preceito legal que lhes reconhece tal direito pelo exercício de determinadas atividades ao longo de sua vida produtiva. São beneficiários sem prévia contribuição financeira. A principal consequência dos muitos desajustes, injustos privilégios e justas compensações se encontra representada nos dados abaixo, recebidos de um leitor, mostrando a degradação do valor recebido por aposentados e pensionistas do INSS em virtude da correspondente degradação da tesouraria do sistema.

Quem recebia 10 salários mínimos (SM) em 1997, ganhava R$ 1.200,00. Em 2014, esses 10 salários mínimos representariam R$ 7.239,00, mas o valor real do benefício é de R$ 3.588,00, equivalente a 4,96 SM.

No meio da tabela, 5 SM em 1997 representavam um benefício de R$ 600,00; em 2014 corresponderiam a R$ 3.619,00, mas o beneficiário recebe apenas R$ 1.794,00 ou o equivalente a 2,48 SM.

No pé da tabela, um benefício de 2 SM correspondia a R$ 240 em 1997. Hoje deveria corresponder a R$ 1.447,00 mas paga apenas R$ 724,00 ou seja, 1 SM.

O desequilíbrio que essa depreciação estabelece no orçamento dos idosos deveria ser incluído pelos legistas entre a "causa mortis" de muitos deles.
 

  • 19 Agosto 2014