A JUÍZA DE SANTANA DO LIVRAMENTO TENTOU IMPOR SUA VONTADE ATÉ SOBRE AS CINZAS FUMEGANTES DO INCÊNDIO. NÃO CONSEGUIU.


 Convenhamos, as sucessivas invasões do Estado sobre a vida privada fazem parte de um orquestrado e pernicioso avanço totalitário sobre nossas liberdades. É a mão grande do Governo tomando recursos por baixo e as instituições capturando liberdades por cima. Por que realizar esse específico casamento no CTG, se não para provocar? Por que sujeitar todos os outros noivos a essa confusão?

Mas a questão foi resolvida na base do "quero porque quero" da magistrada. Apagado o fogo, associou-se ao mutirão para a reconstrução. Já? Assim? Não tenho notícias de que um local de sinistro causado por mão criminosa tenha sido liberado em tão poucas horas. Se houve perícia, nunca vi tão expedita. Sempre para impor a vontade. Finalmente, a prudência veio na palavra oficial do Corpo de Bombeiros que apontou para a maior das obviedades: não havia como, sobre os restos de um local incendiado, emitir documentos que atestassem sua segurança. Ah! Pois é!...

Seria isso suficiente para a juíza perceber que um magistrado pode muito, mas não pode tudo? Não. Como se pode ler (com cuidado para que o queixo não caia) na matéria ao lado, a doutora proclamou que o Fórum de Santana do Livramento passava a ser, também, a sede do CTG Sentinelas do Pago. Fecha-se o pano. Seguem-se aplausos.
 

  • 13 Setembro 2014

PROVOCAÇÃO E POUCO JUÍZO


É óbvio que a escolha de um CTG para realização de um casamento de lésbicas é uma provocação. Onde mais esse enlace iria criar comoção e suscitar resistências? Em nenhum outro local, é óbvio. Na mais agitada das hipóteses, apareceria um fotógrafo mais curioso. Ao CTG, portanto, que lá vai dar encrenca! Ora, quem quer fazer de seu casamento uma provocação e criar encrenca ou está em busca de notoriedade ou não valoriza o evento de que vai participar. Qualquer pessoa que tenha casado consciente do que fazia sabe que esse ato tem, para ambos, valor em si, e não pelo efeito que causa. Estamos diante de uma palhaçada, portanto.

 A palhaçada deu causa a um incêndio criminoso. Sim, porque incêndio é crime e quem fez isso, se for identificado, vai se dar muito mal. A esse respeito, Zero Hora de hoje, 12 de setembro, publicou várias páginas e entre as matérias, a nota acima. O autor da pérola, como se percebe, defende o PL 122 (da homofobia) ante o caso em questão.. Como se fosse necessária tal lei para criminalizar um incêndio provocado, crime que já era antigo no tempo de Nero!
 

  • 12 Setembro 2014

CONSIDERAÇÕES SOBRE ÉTICA NA POLÍTICA


 A frase acima expressa uma obviedade e uma exigência moral que recai sobre o eleitor com sentido de responsabilidade cívica.

 

 De fato, em nosso país, o voto não é obrigatório. Obrigatório é comparecer ao local de votação e digitar alguma coisa na urna (inclusive um voto branco ou nulo). Em contrapartida, votar positivamente, escolher um ou outro, este ou aquele, é um direito. Um direito sobre o qual incidem exigências éticas.

 

 O eleitor que vota irresponsavelmente se torna cúmplice dos malfeitores que levou ao poder. E se isso é verdadeiro para o eleitor, muito mais verdadeiro é para os partidos que albergam, homiziam, protegem e defendem os malfeitores instalados em seus quadros. Eleitor consciente não vota em partidos que adotam esse procedimento porque o dinheiro da corrupção não falta para os altos salários, para os grandes negócios de Estado, para o financiamento de obras no exterior. Esse dinheiro, o dinheiro da corrupção é o que falta na escola de bairro, no salário do professor, no leito do hospital, na rede de esgoto, na irrigação do semi-árido, no policiamento das ruas.

 

Se o eleitor não tem preocupações éticas ao votar, não pode se surpreender com os crimes cometidos pelos que elegeu.
 

  • 11 Setembro 2014

DEPOIS DE DILMA FALAR QUE MUDARÁ EQUIPE ECONÔMICA NUM SEGUNDO MANDATO, MANTEGA DIZ QUE NÃO QUER MAIS FICAR NO GOVERNO


Economista Alfredo Marcolin Peringer

 

Nesse aspecto, a nossa presidenta tem o apoio dos economistas mais esclarecidos. Um ministro que não sabe que a inflação é um problema eminentemente monetário ou que pensa que a economia pode ser estimulada via incrementos da Demanda, principalmente advindos dos gastos governamentais, até pode ter uma profissão, menos a de economista.

 

Aliás, esse não é apenas o pensamento da maioria dos economistas brasileiros esclarecidos, como a de uma célebre Revista, a "The Economist". Há cerca de dois anos, escreveu nas suas páginas: "If she wants a second term, Dilma Rousseff should get a new economic team". Imagino que Dilma só não fez isso na época para não ser acusada de ter deixado uma revista estrangeira interferir nas lides econômicas brasileiras. Mas faz agora, mostrando que o antigo adágio, "antes tarde do que nunca", continua prevalecendo. Mas nem precisava: o Aécio deverá ganhar as eleições e, com absoluta certeza, contará com outra equipe econômica.
 

  • 10 Setembro 2014

CAMPANHAS: FINANCIAMENTO PÚBLICO OU PRIVADO?

Sou inteiramente contrário ao financiamento público ainda maior (já existe um fundo partidário) para campanhas eleitorais. Os únicos que se manifestam a favor disso são os beneficiários dos recursos e os tolos que não sabem que são eles que irão pagar conta. E não adianta explicar. O brasileiro é o único pagador de impostos do mundo que não sabe que paga. Ele acredita que o governo faz o próprio dinheiro...

Ademais, em sã consciência, ninguém nascido neste país pode crer que instituído o financiamento público, deixará de haver financiamento privado. Nem quem está propondo pode levar isso a sério.

Obviamente, não existe fórmula perfeita. O que pode ser adotado são mecanismos para reduzir os custos das campanhas. Como? Reduzindo, por exemplo, o tamanho das circunscrições eleitorais, ou seja, o espaço geográfico onde cada candidato ao parlamento busca votos.

O que deveria ser proibido, no financiamento privado, é a doação de recursos para mais de um candidato ao mesmo cargo. Essa prática evidencia não uma adesão aos propósito do candidato financiado, mas a intenção de estabelecer influência sobre qualquer dos eleitos. Ou, nas eleições parlamentares, sobre muitos eleitos.

Nada há de errado em merecer apoio financeiro de uma empresa. Feio, muito feio, é tomar dinheiro do contribuinte (em nome de uma superior conduta moral) e, depois, ir buscar recursos nos cargos de governo, nas estatais e no achaque às empresas privadas. Se bem me faço entender.
 

  • 08 Setembro 2014

PARECE QUE A BASE DO GOVERNO JÁ ANTECIPOU O "FINANCIAMENTO PÚBLICO" PARA SUAS CAMPANHAS


 Outro dia disse alguém, tentando salvar a pele do governo, que delação é um ato despido de virtude. Que delação é falta de caráter. E que, portanto, a delação premiada concedida ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa vinha revestida pela indigência moral do delator.

 

 Sim, e daí? Em que isso ajuda o governo? Se à delação corresponderem provas, é assim - e quase só assim - que se desvendam crimes nos quais quem tem provas destrói e quem sabe não conta. Se confirmadas as denúncias estaremos diante de um crime de natureza política atingindo personalidades de estatura superior às que foram condenadas no processo do Mensalão.

 

Quando estão sendo colhidas assinaturas para o plebiscito e projeto petista de reforma política que inclui financiamento público de campanhas, parece que alguns partidos e personalidades da cena política anteciparam o seu quinhão junto aos negócios da Petrobras.
 

  • 06 Setembro 2014