Percival Puggina

 

Leio na excelente Revista Oeste

“Se promulgada e for comprovado o espírito de retaliação ao Supremo, a PEC que reduz a idade de aposentadoria dos ministros do STF viola a harmonia entre os Poderes”, afirmou Fux.

Segundo o Globo, outros ministros do Supremo alegam que a proposta fere não só a harmonia entre o Judiciário e o Legislativo, como também a cláusula pétrea da Constituição da separação entre os Poderes.

Essa posição foi compartilhada por membros da Corte com os presidentes Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do Senado, e Arthur Lira (PP-AL), da Câmara, que disseram que a proposta não avançará.

Comento

Essa é de mandar o cidadão para divã de psicanalista! Segundo o que foi dito acima pelo presidente do STF, a PEC que elevou a idade de aposentadoria dos ministros da Corte não violou a harmonia entre os poderes ao lhes impor mais cinco anos de trabalhos forçados no exercício da espinhosa missão. Vá entender!

Então, se me oriento pelo que vejo e sei, a harmonia dos poderes é algo que o Supremo e só o Supremo pode violar. E viola. Viola quando os ministros falam demais; viola ao interferir, como agora, na questão das emendas de relator, quando até Arthur Lira reagiu; viola quando pressiona o parlamento contra o voto contável e auditável; viola quando legisla sobre direito penal; viola quando intervém em nomeações do Executivo; viola quando os ministros dão conselhos públicos ao Presidente da República, como se fossem editorialistas do Globo ou da Folha; viola quando se autoproclama “Poder Moderador” da República (nenhum dos três poderes políticos pode ser, também, poder moderador devido, exatamente, à necessária harmonia entre os poderes!). Essa obviedade, que passa despercebida pelo guardiães da Constituição e pelo Congresso, me foi proclamada pelo eminente professor de Direito Constitucional, Dr. Cézar Saldanha Souza Júnior.

Por fim, o “espírito de retaliação”, mencionado pelo ministro presidente. Retaliar, segundo o bom e velho Aurélio, é “revidar com dano igual ao dano recebido”. Aqui, desde o divã do analista onde fui jogado, vejo essa afirmação como confissão de que a tal harmonia entre os poderes recebeu, antes, um dano correspondente no sentido inverso, ou seja, dano do Supremo ao Legislativo, ou do Supremo ao Executivo.

Depois do sincericídio do ministro Toffoli sobre a condição de poder moderador assumida pelo STF, temos, agora, outro sincericídio, o do ministro Fux. Lira e Pacheco, porém, não dão bola para essas minúcias...

  • Percival Puggina
  • 27 Novembro 2021

Foto: crédito REUTERS/ Ueslei Marcelino

 

Percival Puggina

 

         Ao ver as primeiras imagens de Lula com Macron, pensei: “Eis aí dois que fazem mal ao Brasil”. Era natural que se encontrassem e que o encontro se travasse em clima amistoso, repleto de convergências e afinidades, e que Lula acionasse seu bodoque contra o Todavia, sso não significa coisa alguma para ele contanto que Macron lhe dê palco adequado a seu interesse político no mercado eleitoral brasileiro. Acontece que, na Europa, quem tem juízo sabe que Lula e seu partido, no poder cuidam, mesmo, é do Foro de São Paulo e dos interesses políticos da esquerda em regimes tão democráticos quanto, entre outros, os de  Cuba, Venezuela, Nicarágua, Gana e Moçambique.

Lula saltitou sobre as perguntas que lhe fizeram na Espanha a respeito das supostas eleições da Nicarágua porque sabe muito bem onde está seu coração conhece o teor de suas relações – e o que é pior: de seus apoiadores – com Daniel Ortega, Hugo Chávez, Nicolás Maduro, os Castro Brothers e seu sucessor Diaz-Canel, hábeis em encontrar motivos para prender opositores.  Aliás, essa prática, que passa a viger no Brasil, encontra apoiadores entre apoiadores do presidiário emérito.

Na política dos andares superiores todos têm passado e muitos perdem seu futuro em virtude desse passado. Lula está entre estes. Seu passado o condena no mercado interno. Daí sua dificuldade para gerar conteúdo favorável a si em roteiros pelo Brasil. Por isso, frequenta praias desertas.

  • Percival Puggina
  • 24 Novembro 2021

 

Percival Puggina

 

         O jornal O Globo (19/11) destaca a visita de Lula ao presidente francês, Emmanuel Macron. Destaco a seguinte parte da referida matéria:

Com a relação desgastada com o Brasil no governo Bolsonaro, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez questão de destacar a Lula o papel que o petista pode ter no restabelecimento de diálogos nas questões multilaterais de política externa. O mesmo recado foi dado pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, com quem o ex-presidente brasileiro se encontrou ontem.

A pompa conferida a Lula por Macron foi lida como um gesto claro de desejo do retorno do petista à Presidência do Brasil. O fato foi destacado na imprensa internacional. Macron assume, no ano que vem, a presidência da União Europeia.

(...)

Nas conversas, Lula defendeu a necessidade de colocar na agenda o debate de uma nova governança mundial. O petista propôs a realização de uma conferência para debater reformas nas relações multilaterais e assim, estabelecer novas posturas de países da Europa, América Latina, entre outras regiões.

Entende-se O Globo, entende-se Lula e entende-se Macron. Macron é inimigo do Brasil e nada melhor do que Lula para causar dano a seu inimigo. Se Lula faz isso sozinho, imagine juntos. Quanto a O Globo, nada melhor do reproduzir a voz de quem põe culpas em Bolsonaro.

No entanto, vejamos. Os parceiros de Lula e seu partido foram, são e serão integrantes do submundo internacional. Lula é sócio fundador do clube dos ditadores de esquerda, seja no Foro de São Paulo, seja na África. Dirigidas por Marco Aurélio Garcia, secretário de Relações Internacionais do PT, espécie de chanceler das sombras, essas relações, nos governos petistas, nos causaram os prejuízos hoje bem conhecidos na forma de escândalos e calotes. Na oposição, toda ação internacional do PT junto à mídia esquerdista mundial se faz no sentido de continuar causando dano ao Brasil.

Então, O Globo e seus parceiros compram a imagem que Lula tenta construir a preço de black Friday. Então, Macron é inimigo de Bolsonaro, não do Brasil. Então, para O Globo, não há, nunca houve, nem haverá interesses antagônicos entre a França e o Brasil. Então, Lula, é a pomba da paz que voa pela Europa propondo uma “governança mundial”.

E nenhuma sirene dispara! Nenhum alarme é acionado. Ninguém sai correndo perante a adesão, pelo ex-presidiário honorário remido, à mais totalitária ideia já produzida pelo nefasto pensamento político que orienta a Nova Ordem Mundial.

 

  • Percival Puggina
  • 22 Novembro 2021

 

Percival Puggina

 

         Ontem (18/11), com alegria, assisti a um vídeo de Olavo de Carvalho, aspecto saudável, falando desde sua casa nos EUA, no seio de sua família e festejado por seus cães.  Guru de muita gente boa, chicote de intelectuais pomposos, algoz de invejosos, nocauteador de esquerdistas, Olavo é o responsável direto pela derrota da esquerda no território das redes sociais e influenciou fortemente o resultado eleitoral de 2018.

Milhares de brasileiros de todas as idades aprendem com ele a amar a filosofia. Exigidos pelo momento histórico, vão à política e à produção textual, tornam-se youtubers, formadores de opinião, cronistas, editores, professores de seus próprios cursos. Discípulos dele têm legiões de seguidores.

Seu retorno aumenta minha esperança quando vejo renascer o movimento conservador no Brasil. A volta dos encontros presenciais, que se multiplicam pelo país, mostra o conservadorismo olhando para o próprio futuro na história. É preciso reconquistar o Brasil, reformatar a cultura e a inteligência nacional.

Amar Olavo é amar o bem que ele faz no atacado e reconhecer sua genialidade e seu pioneirismo numa época insana que, por deferência dele, tantas vezes contemplamos juntos.

  • Percival Puggina
  • 19 Novembro 2021

Felipe Camozzato

Ontem foi oficialmente inaugurado o @caisembarcadero, lugar que já se tornou um símbolo emblemático de prosperidade e de uma nova mentalidade na nossa Capital.
Apesar de sua inauguração oficial ter sido ontem, o espaço já vem operando há cerca de 6 meses, sendo que já passaram por ali mais de 300 mil pessoas. Essa abertura nos dá a esperança de que, finalmente, o poder público está deixando à iniciativa privada o que ela sabe fazer de melhor: criar riqueza e desenvolvimento.
Entre idas e vindas, foram mais de 30 anos de muita discussão e pouco resultado. Até que, finalmente, um modelo de parceria com a iniciativa privada tenha sido posto em prática.
Agora, Porto Alegre ganha o Cais Embarcadero, um projeto que traz gastronomia e cultura para o cidadão porto-alegrense, em um empreendimento plenamente harmonizado com a Orla.
Que o Embarcadero simbolize mais um marco de novos áreas de prosperidade para a nossa cidade.
#caisembarcadero #caispoa #portoalegre #caisdoporto #novaorla

  • Vereador Felipe Camozzato
  • 19 Novembro 2021

 

Percival Puggina

 

         Quando eu supunha estarem esgotadas as novidades científicas sobre a covid-19, eis que fora das páginas da Nature, da Science e da The Lancet, o Brasil faz a mais nova descoberta sobre o vírus.

Há dois anos convivemos com a meleca do álcool em gel e com o sufoco das máscaras. Tapetes desinfetantes, sapatilhas propé, medidores de temperatura entraram em nossa rotina. Amassamos sofás por conta do fique em casa e do não trabalhe. Milhões perderam emprego, que a economia a gente vê depois. Provocamos o retorno da inflação de preços. Ouvimos desaforos de jornalistas ignorantes que chamam vacina experimental e emergencial de “imunizante”.   

Tudo para que, no final das contas, o Brasil, governadores, prefeitos e os grandes grupos de comunicação descubram que o maldito vírus não gosta de folia.

 A descoberta é nossa! Ninguém tasque porque essa vimos primeiro. O maldito vírus, que bom sujeito não é, não tem samba no pé, não vai atrás do trio elétrico e não se esbalda no salão.

Sabendo disso, vamos abrir nossos aeroportos, hotéis, ruas e salões para turistas oriundos de países que nos fecharam suas portas. O brasileiro, “bonzinho” como dizia a comediante norte-americana Kate Lyra, não guarda mágoas e logo esquecerá as maldades contra ele praticadas.

Uma perguntinha de profundo interesse “científico” fica no ar. Para onde irá o vírus nesses dias de folguedos? Nem a Globo, nem os universitários souberam me responder. Faço este esclarecimento prévio para não ser denunciado por charlatanismo. Meu palpite é que o vírus, dado seu caráter não burlesco, vá fazer um retiro espiritual em ambiente que reconheça: todos com máscara, álcool em gel, distanciamento.

Certas coisas, no Brasil são tão ridículas e certas pessoas tão hipócritas, tão presunçosas a respeito de sua influência, que não há como levar a sério o que dizem ou fazem. Eu não levo.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

  • Percival Puggina
  • 17 Novembro 2021