Percival Puggina

 

Leio no Canal Questione-se

A Rede Sustentabilidade apresentou nesta sexta-feira (30), um mandado de segurança ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, solicitando que o presidente Jair Bolsonaro seja multado em R$ 500 mil a cada nova manifestação que fizer sugerindo a existência de fraude no sistema eleitoral.

Além disso, o partido de esquerda pede que a multa seja aplicada caso as afirmações sejam propagadas por interlocutores do presidente, como ministros e familiares próximos.

“Frente ao absurdo ocorrido na data de ontem, [é] imperativo que se coloque um freio nos anseios autoritários do senhor presidente da República”, afirma a Rede na ação, em referência à live de quinta-feira (29) feita por Bolsonaro.

Comento

Não é incrível que a Rede vá ao Tribunal pedir que imponha multa ao presidente  e silencie quando o mesmo Tribunal solta bandidos, conceda indulgência plenária às condenações de Lula, vire as costas à opinião pública, rasgue a Constituição, constitucionalize o seu querer e inconstitucionalize tudo que não lhe cai no gosto?

Pondere, leitor, o anseio autoritário desse partido que quer impedir o presidente da República de dizer o que pensa. Quem faz isso com presidente, fará o que com o cidadão comum quando puder agir em relação a ele?

Mais uma vez se evidencia, aqui, a surrada prática esquerdista de atribuir aos outros aquilo que faz enquanto faz aquilo que atribui ao outro. É o requinte da hipocrisia.

  • Percival Puggina (com conteúdo Questione-se)
  • 31 Julho 2021

 

Percival Puggina

 

Leio CNN Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, orientou que a secretária-geral da presidência, Aline Osório, e o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, monitorem manifestações nas redes sociais que digam respeito à segurança do processo eleitoral brasileiro.

A determinação do ministro faz parte de um esforço de sua gestão à frente do TSE em combater a disseminação de notícias falsas envolvendo as eleições. O tribunal lançou uma campanha e tem desmentido no site desinformações propagadas nas redes sociais sobre o assunto.

A estratégia foi adotada em meio ao aumento dos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados ao sistema eleitoral. O presidente e parlamentares bolsonaristas colocam em dúvida a lisura do processo de votação brasileiro e alegam que o sistema atual é suscetível a fraudes. Nenhuma prova, no entanto, foi apresentada.

Comento

“Fake News!” virou interjeição no palavreado jurídico brasileiro, substituindo a argumentação que certos fatos exigem. Defender essas urnas eletrônicas de votação, verdadeiras velharias tecnológicas, superadas e rejeitadas por outros países deve ser, de fato, uma imensa dificuldade. Tão difícil é, que o TSE exige da sociedade um ato de fé religiosa.

Só falta dizerem, ao encerrarem as apurações: “Bem-aventurados os que não viram e creem.”

O descrédito social que recai sobre as duas instituições – TSE e STF – torna a situação mais complicada. No Supremo, têm assento vários ex-presidentes da corte eleitoral e, cada um a seu tempo, defendeu esse sistema de votação. Fizeram por merecer essa desconfiança. Têm, em seu favor, os grandes grupos de comunicação que, por sua vez, também caíram em descrédito perante parcela imensa da sociedade.

Há no povo quem os apoie? Há. Há quem se diga plenamente satisfeito com essas peças de antiquário? Sim. Mas também esses têm fé no TSE, no STF e nos grandes grupos de comunicação. Fazer o quê?

Penso que basta a consciência da realidade aqui descrita para revelar o quanto seria útil desengavetar o bom senso e perceber que a confiança de todos no sistema de votação e apuração dos sufrágios exige maior publicidade e transparência, para bem da legitimidade dos mandatos e para bem da democracia.

  • Percival Puggina (com conteúdo CNN Brasil)
  • 28 Julho 2021

 

Ludmila Lins Grilo

 

Terroristas colocaram fogo na estátua do bandeirante Borba Gato, localizada no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

A “beautiful people” lacradora e transada comemorou.

O pessoal do “ódio do bem” diz que o incêndio foi justo, porque os bandeirantes escravizavam negros e indígenas, destruíam quilombos e praticavam violências diversas.

A história retrata os bandeirantes tanto como heróis, quanto como vilões.

Entre os séculos XVI e XVII aconteceram expedições para desbravar o interior do Brasil.

As expedições governamentais eram as “Entradas”, e as dos particulares eram as “Bandeiras”. Estas atividades culminaram na descoberta de ouro, na ampliação de territórios e no incremento do comércio e desenvolvimento.

Os bandeirantes estão retratados nos livros de história, e a eles são dados créditos quanto ao crescimento do Brasil. Isso é um fato.

A questão é a seguinte: o vandalismo de hoje demonstra a franca disposição em APAGAR A MEMÓRIA NACIONAL, para que a história seja reescrita mantendo-se apenas os elementos ideológicos PERMITIDOS.

Começam substituindo as palavras. “Mas é só uma palavrinha, o que que tem, amigue?”

Depois, vão retirando pessoas “inconvenientes” das redes sociais.

Após, vão queimando estátuas.

Daqui a pouco queimarão os livros, digamos, inoportunos...

Depois, as igrejas - essas reacionárias!

Ao final do processo, queimar pessoas – os inimigos do regime – já não soará tão terrível assim.

“Ruas, pedras comemorativas, estátuas, nomes de ruas – tudo quanto pudesse lançar luz sobre o passado fora sistematicamente alterado.

- Nunca soube que foi uma igreja.” (George Orwell, 1984)

 

*     Da página da autora no Facebook.

**    Ludmila Lins Grilo é Juíza de Direito na comarca de Unaí/MG

 

  • Ludmila Lins Grilo
  • 26 Julho 2021

 

Percival Puggina

 

            Segundo a mais surrada técnica, também na CPI do espalhafato, seus boquirrotos acusam os outros daquilo que estão fazendo.  O G1 do dia 7 de julho informou, com citação literal, devidamente entre aspas, e em negrito, que o senador Omar Aziz disse, durante a sessão da CPI:

Olha, eu vou dizer uma coisa, as Forças Armadas... os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo, fazia muitos anos".

A resposta do Ministério da Defesa foi áspera:

"Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável. A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos",

Na mesma linha de leviandade e irresponsabilidade, sempre querendo chamar a atenção pelo tom agressivo que é muito bem acolhido pelo jornalismo militante que invadiu a comunicação nacional, acusou a Polícia Federal de  ouvir testemunhas arroladas pela CPI para que estas possam se coloca na posição de investigadas e invocar o direito de ficar em silêncio. A PF contestou a presunção do senador.

A partir daí, matéria do G1 do dia 20/07 noticiou que “para a CPI, esse tipo de atrito tem sido estimulado pessoalmente pelo próprio Bolsonaro. Segundo senadores, a nota da Defesa sobre Aziz, por exemplo, teve a digital direta do Palácio do Planalto."

Então, segundo o Globo, um senador do grupo majoritário teria dito:

"Temos que ter o cuidado para não estimular esse tipo de tensão. Esse é o ambiente perfeito para Bolsonaro, que quer criar uma agenda paralela. Não podemos cair nessa armadilha”.

Vejam o total descompromisso com a sequência dos fatos e a ausência da mais comum percepção das relações entre causa e efeito. Simetricamente, quem fez a notícia calou o próprio senso crítico perante o que aconteceu e tornou informação para o país.

Esse tipo de jornalismo faz mal também a si mesmo, mas não percebe.

  • Percival Puggina
  • 21 Julho 2021

 

Sob o tema “Casa Original”, a CASACOR Santa Catarina abre suas portas em 18 de julho, estendendo-se até 29 de agosto. Mais uma vez, a Florense destaca-se com seu mobiliário high-end em dois charmosos ambientes. Conservadores & Liberais, o site de Puggina.org, se orgulha pelo patrocínio da Florense, empresa de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, que conquistou lugar entre as mais seletas empresas mundiais no ramo do mobiliário de alto padrão.

O crescente e cada vez mais robusto mercado catarinense aguarda a temporada de Casa Cor para conhecer as mais recentes novidades da Florense, que marca posição em dois locais do evento.

A Casa Yugem, assinada pelo Studio Gabriel Bordin, exibe uma cozinha em microtextura Chumbo, composta por despenseiro com portas Eclipse e iluminação interna, refrigerador embutido, bancada em madeira rovere laccato Branco e prateleiras FloAir com iluminação. No mesmo projeto, destaque também para a estante com acabamento microtextura Chumbo.

Na Casa dos Pássaros, espaço do arquiteto Tufi Mousse, a cozinha Florense tem portas Ripadas em madeira Carvalho, lançamento da marca, uma imponente estante em laminado premium Branco e painéis e pórticos em madeira Carvalho.

A mostra ocupará as dependências do Espaço +UM, novo endereço de entretenimento, gastronomia, bem-estar e compras de Florianópolis, localizado na rodovia SC-401. Os 20 ambientes poderão ser visitados de forma presencial ou conferidos digitalmente em tour virtual..

Conservadores & Liberais, o site de Puggina.org, se orgulha pelo patrocínio da Florense, empresa de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, que conquistou lugar entre as empresas mundiais de mais alto padrão no ramo do mobiliário.

Nos próximos dias, exibiremos aqui imagens desses ambientes e link para visitação virtual

  • Percival Puggina
  • 17 Julho 2021

 

Percival Puggina

 

Com a Covid alcançando níveis altíssimos de disseminação e contaminação, o sistema de saúde cubano entrou em colapso. Neste domingo, após anos de repressão e silêncio, multidões começaram a sair às ruas, pedindo democracia, atenção e socorro externo para as necessidades humanitárias da Ilha.

Ontem assisti ao pronunciamento do presidente Diaz-Canel. Disponível aqui. Sei que o espanhol e o sotaque cubano podem ser de difícil entendimento, mas em resumo, o atual ditador admite as dificuldades, mas fala como ditador. As atribui ao “bloqueio”, ataca com ira os movimentos SOS Cuba, que com diferentes formatos pedem atenção internacional para a crise do país. Declara que são movimentos orientados pelo “imperialismo ianque”. Afirma que as mudanças pedidas pelos contrarrevolucionários são do tipo neoliberal, com privatização do sistema de saúde. E finaliza dizendo que os revolucionários e os comunistas estarão nas ruas porque as ruas são da revolução.

Não guardo esperança de que esta insurgência possa representar alteração significativa no comunismo cubano, tão admirado e apreciado pela parcela dominante da esquerda brasileira. Este pequeno trecho de um artigo que li ontem no site CubaNet é um retrato doloroso da realidade que vi de perto, vivida pelo povo da ilha há mais de 60 anos. O título do artigo é “Em Cuba, a violência não começou com a Covid-19”.

Aqueles de nós que vivemos em Cuba, com os pés bem assentes no chão, sabemos que assim é, e que a violência nos foi tão bem fornecida desde o berço em pequenas doses, mas com altíssima concentração, que já temos por "normal", por exemplo, que sejamos maltratados não só pelo funcionário público, pelo policial uniformizado ou disfarçado, mas também pelo dono da mercearia, pelo taxista, pela fofoqueira e pelos invejosos do CDR (Comitê de Defesa da Revolução), o professor primário ou do instituto, a enfermeira, o médico, camareira do hotel, o garçom e até o coveiro que se recusa a carregar o caixão porque não lhe demos uma gorjeta substancial.

Esse é o panorama psicossocial subsequente e pretendido pelos totalitaritarismos, nos quais “el pueblo” desarmado e sem poderes políticos reais, é mero vocabulário de discurso, despojado de toda forma desejável de liberdade.  

Não há melhor exemplo disso do que o fornecido por quem, desde fora da Ilha, apoia um governo que reprime as manifestações de um povo doente e com fome.

  • Percival Puggina
  • 12 Julho 2021