Percival Puggina

07/12/2008
No velho Grupo Escolar Professor Ch?z, de Santana do Livramento, escrever as primeiras palavras num caderno novo era um dos eventos marcantes do meu ano escolar. As letras n?eram escritas, mas desenhadas, e ao menor deslize era convocada a borracha para cuidadosos reparos na necess?a perfei? daquelas folhas. Tal zelo n?ia muito longe, seja porque o verso da primeira p?na j??era assim t?atrativo, seja porque a rotina ia trocando a borracha por rasuras e o tempo produzindo “orelhas” que acabavam deixando todos os cadernos com o mesmo aspecto negligenciado. Lembrei-me disso ao refletir sobre as trag?as de Santa Catarina. ?verdade que nossa gera? n?pegou o planeta como um caderno novo. Suas p?nas j?oram escritas e reescritas, mas n?precis?mos ser t?negligentes assim! E em muitos casos imp?e retomar a borracha e corrigir tudo. Por inusitado que possa parecer, trata-se de um dever de solidariedade (express?social do amor ao pr?o). ?curiosa nossa rela? com essa virtude. A solidariedade se expressa aos solavancos, espasmodicamente, em rasgos de emo?. No entanto, deveria ser vivida como a excel?ia das virtudes sociais. No caso catarinense, o pa?inteiro, ante as imagens e os rostos da destrui?, se mobilizou para socorro ?v?mas do flagelo. A solidariedade emergiu como subproduto da como?. ?bom n?perder de vista, contudo, que a falta dessa mesma virtude esteve entre as origens, se n?do flagelo em si, ao menos de sua incontrol?l gravidade. De fato, preservar a flora (e a fauna), impedir a execu? de obras sem o conhecimento de seu impacto ambiental, n?autorizar ocupa? humana em altitudes inferiores ?das cheias m?mas e n?permitir a destrui? da cobertura vegetal das encostas ?xig?ia da mesma solidariedade que nos faz enviar garrafas de ?a e pacotes de feij?para Blumenau. Tanto a responsabilidade da autoridade p?ca quanto a responsabilidade social das organiza?s s?decorr?ias da solidariedade porque expressam zelo pelo bem do pr?o. Nas incisivas agress?ao meio ambiente, a toler?ia est?o avesso da solidariedade. Solid?o ser?izer n?em vez de dizer sim. Solid?o ser?emover os ocupantes de ?as de risco em vez de deix?os sujeitos aos infort?s da pr?a ignor?ia. Por outro lado, a sala de aula dos fatos nos proporciona ocasi?para mostrar o quanto a solidariedade n??como pensam alguns, um desvio da espont?a conduta ego?a, que seria a ?a conforme ?atureza humana, inclinada ao exclusivo bem pr?o. Houve quem escrevesse e houve quem louvasse um livrinho intitulado “A virtude do ego?o”. Ao contr?o do que ali se afirma, o ego?o, como crit?o para a intera? entre os seres humanos, ?m desvio moral. A solidariedade, por sua vez, ?irtude decorrente da natureza individual e social da pessoa humana, indispens?l ao funcionamento harm?o de todas as organiza?s da sociedade, desde a fam?a at? conjunto dos usufrutu?os do planeta. O mesmo ego?o que est?isperso no individualismo encontra-se organizado nos coletivismos, como bem se evidenciou na hist? t?logo estes ?mos beberam na fonte do poder. Disperso ou organizado, ele responde moralmente por muitos dos males com os quais convive a humanidade. Enquanto n?acordarmos para isso, andaremos buscando explica?s ideol?as para o que ?na verdade, um problema de ordem moral. Com implica?s como a que estamos presenciando no estado vizinho. Especial para ZERO HORA

Percival Puggina

06/12/2008
N?surpreende que o governo do senhor Lula esteja distribuindo nas escolas, para aulas de educa? sexual a adolescentes, um tal “kit” cuja atra? maior ?m p?s de borracha. N?surpreende. A primariedade do presidente ?ontagiante, como bem comprovam os risos e aplausos que suscitam suas tiradas. Quanto maior o mau gosto da frase, mais excita? produz nas plat?s de todos os n?is que se re? para ouvi-lo. Levar p?s para a sala de aula ?analogias ?arte, grossura de gabarito. Ou vice-versa. O assunto vem causando risinhos ir?os, piadinhas compat?is com o calibre da situa? e in?s manifesta?s de revolta entre pais inconformados com essa pedagogia decadente e despida de valores indispens?is ?oa educa?. O epis? prova que gente mal-educada n?pode proporcionar ensino de qualidade. E isso seria apenas uma obviedade, n?fossem t?perniciosas as conseq?ias sobre o conjunto da popula? adolescente do pa? Associe-se essa atividade escolar com a distribui? de preservativos de borracha, cada vez mais rotineira nos banheiros da rede de ensino, e t?se os elementos de est?lo oficial para reiteradas provas escritas e orais. Imagino que a manipula? escolar do ?o contribua para a forma? dos tais intelectuais org?cos. Ironias ?arte, h?ma contradi? nessa lamban? O mesmo sistema de ensino que sob inspira? dos pedagogos esquerdistas (desde os tempos de Fernando Henrique, diga-se de passagem) vem investindo na forma? para a cidadania, com p?imos efeitos na cidadania e ainda piores resultados no aprendizado de conte?, muda de lado quando se trata de educa? sexual. Abandona as filosofias e parte para os finalmente. Como se v?nestas coisas, os pedagogos no comando da educa? nacional erram sempre. Educa? sexual deveria iniciar e terminar falando sobre dignidade humana e sobre valores, sobre liberdade e responsabilidade. De fato, a sexualidade humana envolve, entre muitos outros aspectos (inclusive os centros org?cos de prazer), a afetividade, a racionalidade e a espiritualidade. ?uma possibilidade que produz conseq?ias, um direito que imp?everes. H?o sexo a alternativa do “sim” e a do “n?, o que o coloca em presen?da liberdade humana, vest?lo da moral e seus valores. Embora cada vez mais se difunda o erro de que sexo ?ivers? cuja responsabilidade se esgota no uso de preservativos e de contraceptivos, a coisa n??ssim. E o estupro fornece prova cabal do que afirmo. Se sexo fosse t?somente divers? o estupro seria apenas uma esp?e de piada sem gra? uma daquelas anedotas diante das quais s? a pessoa que conta. No entanto, o estupro ?ma das mais violentas e invasivas agress??ntimidade, ?ensibilidade e ?ignidade alheias. Tal constata?, por si s?emonstra que mesmo do mais desqualificado ato sexual participa a integralidade do ser. Bem sei que n?se combate o mal com argumentos porque a ades?ao mal se faz pelo avesso da raz? Mas posso, e isso fa? apontar os malignos ?pessoas de bem.

Nahum Sirotsky

05/12/2008
De Israel Nas ?mas 24 horas, judeus e mu?manos se enfrentam a pedradas em combate em Hevron, onde cerca de 500 judeus ultra-ortodoxos vivem e mant?um semin?o para jovens no seu pequeno bairro, cercado por cerca de cem mil ?bes palestinos. Ex?ito israelense pro? colonos de entrar nos bairros palestinos de Hebron Leia todos os textos de Nahum Sirotsky Na atual batalha, os judeus t?apoio de centenas de volunt?os de outras cidades. Luta-se pela posso de edif?o que os judeus alegam terem comprado e pago, o que ?egado pelos ?bes, a Casa da Paz, Bait H?halom. Judeus e mu?manos frequentam a mesma antiga constru? que, em dias intercalados, ?inagoga e mesquita. A conviv?ia raramente ?ac?ca. No Velho Testamento, Hevron ?itada como local onde Abra? que vinha de Ur na Caldeia, hoje Iraque, com sua fam?a e tribo, comprou a dinheiro terra para seu t?o e t?o de seus descendentes. L?st?at?oje, milhares de anos passados, Abra? Sara, Isac, Rebeca, Jac?ea. Rachel, amada de Jac?em seu t?o perto de B?m, onde morreu de parto. S?todos sagrados para judeus e mu?manos. E s? dezenas de anos as escava?s encontraram artefatos do primeiro per?o da exist?ia de judeus no local. O edif?o original sobre os t?os foi constru? pelo rei Herodes para os judeus que vinham rezar. Acabou sendo templo das religi?de todos os conquistadores, tais como as Cruzadas. Os mamelucos mu?manos foram os conquistadores h?00 anos e transformaram a igreja em uma mesquita e proibiram os judeus de subirem al?de sete degraus, impedindo que chegassem aos t?os. O conflito ?ilenar. Hevron fica na Jud? da tribo de Jud?uma das doze que entraram em Cana?a Terra Prometida como narrado na B?ia. Davi, her? rei de Jud?fez dela sua capital por sete anos. E partiu para a conquista de Jerusal? que, segundo uma tradi?, entrou e comprou a dinheiro a colina onde imaginou construir o templo para acolher as Rochas com os Mandamentos. Mas n?teve permiss?por ser guerreiro. Zion, a Casa de Deus, foi constru? por seu filho e herdeiro Salom? Os judeus acabaram perdendo a cidade para legi?romanas, que a destruiram e fizeram no local a Aelia Capitulina, que desapareceu na hist?. Em 1967, na chamada Guerra dos Seis Dias, os judeus reentraram na Cidade Santa, que designaram para capital do Estado de Israel. O local tradicional do Templo de Salom? por? ?om?o dos mu?anos que nele constru?m a mesquita de Al Aksa, o terceiro lugar mais sagrado do Isl?Na tradi? deles, foi onde Maom?scendeu a Deus, que lhe revelou o o Cor?que definem de ?timo Testamento, o que justifica que classifiquem o Isl?omo a ?a religi?revelada por Deus (Al? Foi na mesma guerra que os israelenses reentraram em Hevron. Entre suas primeira a?s foi a destrui? do s?mo degrau que leva aos t?os. E onde s?raros os dias tranquilos. Israel construiu a cidade das Quatro Colinas (Kiriat Arb?como sub?o e homenageando Ad? Abra? Izaquee e Jac?ela tradi? judaica, ?m Hevron que as preces v?diretamente a Jeov?Deus, pois ?nde est?nterrado o primeiro ser humano com o qual se comunicou, Abra? S?alguns milhares de anos desde ent? como narrado na B?ia. Mas o ser humano at?oje n?convive pacificamente com a exist?ia de diferentes conceitos de Deus ?o.

Millôr Fernandes

05/12/2008
Depois que o Le?desistiu de comer o rato porque o rato estava com espinho no p?ou por desprezo, mas d?o mesmo), e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Le?emvolvido numa rede de ca? roeu a rede e salvou o Le?( por gratid?ou mineirice, j?ue tinha que continuar a viver na mesma floresta), os dois, rato e Le? passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes da floresta ( e das f?las). E como os tempos s?t?duros nas florestas quanto nas cidades, e como a polui? j?evastou at?esmo as mais virgens das matas, eis que os dois se encontraram, em certo momento, sem ter comido durante v?os dias. Disse o Le? - Nem um boi. Nem ao menos um paca. Nem sequer uma lebre. Nem mesmo uma borboleta, como hors-doeuvres de uma futura refei?. Caiu estatelado no ch? irado ao mais fundo de sua alma leonina. E, do ch?onde estava, lan? um olhar ao rato que o fez estremecer at? medula. A amizade resistiria ?ome? - pensou ele. E, sem ousar responder ?r?a pergunta, esgueirou-se p?nte p? sumiu da frente do amigo ( ? ) faminto. Sumiu durante muito tempo. Quando voltou, o Le?passeava em circulos, deitando fogo pelas narinas, com ? da humanidade. Mas o rato vinha com algo capaz de aplacar a fome do ditador das selvas: um enorme peda?de queijo Gorgonzola que ningu?jamais poder?xplicar onde conseguiu ( f?las!). O Le? ao ver o queijo, embora n?fosse animal queij?ro, lambeu os bei? e exclamou: - Maravilhoso, amigo, maravilhoso! Voc? uma das sete maravilhas! Comamos, comamos! Mas, antes, vamos repartir o queijo com equanimidade. E como tenho receio de n?resistir ?inha natural prepot?ia, e sendo ao mesmo tempo um democrata nato e confirmado, deixo a voc? tarefa ingrata de controlar o queijo com seus pr?os e fam?cos instintos. Vamos, divida voc?meu irm? A parte do rato para o rato; para O Le? a parte do Le? A express?ainda n?existia naquela ?ca, mas o rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos n?mais apagariam. E dividiu o queijo como o Le?queria: uma parte do rato, outra parte do Le? Isto ?deu o queijo todo ao Le?e ficou apenas com os buracos. O Le?segurou com as patas o queijo todo e abocanhou um peda?enorme, n?sem antes elogiar o rato pelo seu alto crit?o: - Muito bem, meu amigo. Isso ?ue se chama partilha. Isso ?ue se chama justi? Quando eu voltar ao poder, entregarei sempre a voc? partilha dos meus bens que me couberem no lit?o com os s?tos. Voc? um verdadeiro e egr?o mer?ssimo! N?vai se arrenpender! E o ratinho, morto de fome, riu o riso menos amarelo que podia, e ainda lambeu o ar para o Le?pensar que lambia os buracos do queijo, E enquanto lambia o ar, gritava, no mais forte que podiam seus fracos pulm? - Longa vida ao Rei Le?! Longa vida ao Rei Le? MORAL : Os ratos s?iguaizinhos aos homens. Autoria: Mill?ernandes

Aleksandro Clemente

05/12/2008
A sociedade atual passa por uma grave crise ?ca. S?muitos os casos de corrup?, viol?ia e desrespeito ao ser humano. Nesta sociedade hedonista, que busca o prazer imediato e particular em todas as coisas, valoriza-se mais o consumo do que a partilha, mais o dinheiro do que a honra, mais o sexo do que o amor; deseja-se mais liberdade com menos responsabilidade e o individualismo sobrep?e ao coletivo. Neste tipo de sociedade ?lagrante tamb?a desvaloriza? da fam?a. Logo ela, a fam?a, que ? c?la m?da sociedade; a igreja dom?ica; o porto seguro do ser humano. Diante dessa dura realidade, a Igreja, fiel ao compromisso de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, denuncia a exist?ia daquilo que o grande Papa Jo?Paulo II chamou de cultura da morte, situa? na qual a falta de ?ca e de compromisso para com o pr?o resulta em in?as formas de morte: f?ca, social e moral. Na Carta Enc?ica Evangelium Vitae (Evangelho da Vida) o sumo pont?ce ensina que “tudo quanto se op? vida, como seja toda a esp?e de homic?o, genoc?o, aborto, eutan?a e suic?o volunt?o; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, (...) s?infamantes; ao mesmo tempo em que corrompem a civiliza? humana, (...) e ofendem gravemente a honra devida ao Criador.”. Nesse contexto, a Igreja convoca todos os crist? (leigos e sacerdotes) a se engajarem na luta pela dignidade humana, ao mesmo tempo em que nos convoca a agir contra tudo o que coloque em risco o dom supremo da vida: “A todos os membros da Igreja, povo da vida e pela vida, dirijo o mais premente convite para que, juntos, possamos dar novos sinais de esperan?a este nosso mundo, esfor?do-nos por que cres? a justi?e a solidariedade e se afirme uma nova cultura da vida humana, para a edifica? de uma aut?ica civiliza? da verdade e do amor.” (Papa Jo?Paulo II - Evangelium Vitae). Atendendo ao chamado, a CNBB em sua 43º Assembl? Geral no ano de 2005 afirmou que a Igreja jamais poder?brir m?do empenho de valorizar, promover e defender a vida humana. E conclama nossas par?as e comunidades a refletirem sobre o valor da vida em todas as suas dimens? Para essa reflex? a CNBB prop? cria? das Comiss?de Bio?ca e de Defesa da Vida nas quais, a partir de uma profunda reflex??ca, a causa da vida seja defendida. Prop?inda o fortalecimento da Pastoral Familiar, para que n?falte o efetivo acolhimento e apoio ?fam?as em dificuldades. Sem d?a nenhuma, ?o fortalecimento dos v?ulos afetivo-familiares que a vida humana ser?rotegida, desde a fecunda? at? seu natural decl?o. Uma sociedade que n?sabe valorizar a fam?a, certamente n?saber?alorizar a vida. Viva a vida, viva a fam?a! Dr. Aleksandro Clemente ?dvogado e Conselheiro Tutelar em S?Paulo. Membro da Comiss?de Defesa da Rep?ca e da Democracia da OAB/SP, Diretor das Comiss?de Cultura e do Jovem Advogado da 104° Subsec? da OAB/SP, Coordenador da Comiss?de Bio?ca e Defesa da Vida da Diocese de S?Miguel Paulista. (e-mail: dr.aleksandro@hotmail.com – Tel. (11) 7362-6188)

Economista Ricardo Bergamini

05/12/2008
Base: Ano de 2007 Em 2007, embora tenham sido realizados 916.006 casamentos1 no Brasil, 2,9% a mais do que em 2006 (889.828), o n?o de dissolu?s (soma dos div?os diretos sem recurso e separa?s) chegou a 231.329, ou seja, para cada quatro casamentos foi registrada uma dissolu?. H?xatamente 30 anos depois de institu?, o div?o atingiu sua maior taxa na s?e mantida pelo IBGE desde 1984. Nesse per?o a taxa de div?os teve crescimento superior a 200%, passando de 0,46‰, em 1984, para 1,49‰, em 2007. Em n?os absolutos os div?os concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342 em 2007. Em 2006, o n?o de div?os concedidos chegou a 160.848. O aumento do n?o de div?os pode ser explicado n?s?la mudan?de comportamento na sociedade brasileira, mas tamb?pela cria? da Lei 11.441, de 04 de janeiro de 2007, que desburocratizou os procedimentos de separa?s e de div?os consensuais, permitindo aos c?ges realizarem a dissolu? do casamento, atrav?de escritura p?ca, em qualquer tabelionato do pa? As Estat?icas do Registro Civil, divulgadas hoje pelo IBGE, permitem ainda calcular a idade m?a dos homens e das mulheres ?poca do casamento. Em 2007, observou-se que, para os homens, a idade m?a no primeiro casamento foi de 29 anos. e, para as mulheres, 26 anos. Em 2007, os div?os diretos, aqueles que n?passam por uma separa? judicial anterior, representaram 70,9% do total registrado no pa? A op? por formalizar as dissolu?s a partir do div?o direto tem se mostrado mais ?l por reduzir os tr?tes judiciais e o tempo para solu? dos casos. Em rela? ?atureza das separa?s realizadas no Brasil, em 2007, a maior parte delas foi consensual (75,9%). As separa?s n?consensuais representaram 24,1% do total. Entretanto, no per?o de 1997 a 2007, observou-se um decl?o de 5,9 pontos percentuais nas separa?s de natureza consensual. Por outro lado, as separa?s n?consensuais cresceram de 16.411, em 1997, para 24.960 em 2007. Em 2007, a conduta desonrosa ou grave viola? do casamento foi o motivo mais freq?e nas separa?s judiciais de natureza n?consensual, 10,5% delas foram requeridas pelas mulheres e 3,2% foram solicitadas pelos homens. A separa? de fato foi fundamento da a? de 10,3% do total de separa?s. A propor? de separa?s n?consensuais requeridas pela mulher (17,5%) foi significativamente maior que as solicitadas pelos homens (6,6%). As Estat?icas do Registro Civil destacam tamb?a hegemonia das mulheres na guarda dos filhos menores. No ano de 2007, em 89,1% dos div?os a responsabilidade pela guarda os filhos menores foi concedida ?mulheres. Esse elevado percentual de responsabilidade para com a guarda dos filhos menores ?m dos fatores que explica o maior n?o de homens divorciados que recasam com mulheres solteiras. Idade m?a das mulheres no primeiro casamento foi de 26 anos e dos homens 29 Em 2007, foram registrados, no Brasil, 916.006 casamentos2, que representa um aumento de 2,9% no total de casamentos registrados em rela? ao ano anterior. Manteve-se, deste modo, a tend?ia de crescimento observada desde 2003, decorrente, em grande parte, do aumento do n?o de casais que procuraram formalizar suas uni?consensuais, incentivados pelo c?o civil renovado, em 2002, e pelas ofertas de casamentos coletivos desde ent?promovidos. As informa?s sobre os casamentos permitem ainda avaliar a idade m?a dos homens e das mulheres ?poca da formaliza? de suas uni? Em 2007, para o Pa?como um todo, observou-se que, para os homens, a idade m?a na data do primeiro casamento foi de 29 anos. As mulheres tiveram idade m?a ao casar de 26 anos. A an?se dos dados dos casamentos por estado civil dos c?ges evidencia a preponder?ia de casamentos entre indiv?os solteiros. Entretanto, nos ?mos dez anos foi observada uma tend?ia de decl?o constante da propor? de casamentos entre solteiros, que passou de 90,1%, em 1997, para 83, 9% em 2007. Por outro lado, as estat?icas mostram que ?rescente a propor? de casamentos de indiv?os divorciados com c?ges solteiros. Os percentuais mais elevados s?observados entre homens divorciados que casaram com mulheres solteiras, quando se compara com mulheres divorciadas que se uniram formalmente a homens solteiros. De 1997 a 2007, esses percentuais passaram de 4,4% para 7,1%, no primeiro caso, e de 1,9% para 3,7% no segundo. Observou-se ainda o aumento de casamentos entre c?ges divorciados, que cresceu de 1,1%, em 1997, para 2,5% em 2007. Ainda em 2007, a maior taxa de nupcialidade legal3 foi verificada para as mulheres no grupo et?o de 20 a 24 anos (30,6 casamentos por cada mil mulheres), e para os homens no grupo de 25 e 29 anos (31,9‰). As taxas de nupcialidade legal das mulheres foram maiores apenas nos dois grupos et?os mais jovens (15 a 19 anos e 20 a 24 anos). Nos demais, as taxas observadas para os homens foram, sistematicamente, maiores. As taxas de nupcialidade legal de indiv?os de 60 anos ou mais de idade, revelaram significativa diferen?por sexo. Entre as mulheres de 60 a 64 anos a taxa foi de 1,5‰. Para os homens do mesmo grupo et?o, a taxa foi de 3,6‰.

Nivaldo Cordeiro

05/12/2008
Entendo que a abordagem de autores como Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca e Robert Michels ao estudar a forma? das elites se esgota no aspecto descritivo. Esses autores constataram a exist?ia de elites econ?as e pol?cas ao longo de hist? e o mais ?o, que n?h?omo existir um corpo social sem que uma elite dirigente seja constitu? por qualquer crit?o, leg?mo ou ileg?mo. Outra coisa ?ompreender a responsabilidade que as elites constitu?s carregam em si. Elas precisam legitimar-se, servir como representa? existencial das gentes, mas precisam tamb?conduzir os destinos do conjunto social. Para isso servem. Por isso a obra de Ortega y Gasset se torna muito importante para sublinhar que essa dita elite precisa ser egr?a, carregar os valores da tradi?, ter presente em si a consci?ia hist?a. Ser elite ?er responsabilidade diante de todos e de cada um e pressup?ssa diferencia? moral que faz do integrante da elite um ser humano distinto, capaz de tomar as melhores decis? Na mesma linha, a obra de Irving Babbit sublinha a necessidade vital para a ordem democr?ca da emerg?ia de lideran? ativas, conscientes de seu papel moral enquanto dirigentes. Seu livro DEMOCRACIA E LIDERAN? ?specialmente instigante por conter a mais s?a cr?ca ?ilosofia de Rousseau (cap?lo II) j?scrita, que na pr?ca demonstra a incompatibilidade de uma lideran?moral, comprometida de fato com os valores superiores, e a igualdade geral defendida pelo genebrino. Babbit ?tual?imo e precisa voltar a fazer parte dos curr?los universit?os, se ?ue algum dia o foi no Brasil. ?fundamental a id? de que o l?r precisa conduzir a sociedade e n?se deixar conduzir por ela. Basta olhar em nossa volta, com a elei? de Barack Obama e de Lula por aqui, para se perceber o abismo em que se encontra o mundo. N??ais o cachorro que balan?o rabo, ? rabo que balan?o cachorro. O bord?“Yes, we can” ?sse grito da multid?para o falso l?r, que n?tem o preparo adequado e nem a disposi? de impor ?massas as decis?necess?as para o bom governo da sociedade. E tenho que comentar de novo a obra de Voegelin, HITLER E OS ALEMÅS, porque nela o autor mostrou que o fen?o do nazismo pode ser lido como uma constata? do aviltamento da elite dirigente ao n?l das massas, isto ?a estupidifica? da elite. Voegelin vai mais longe, ao qualificar essa elite pervertida de “ral? sem tirar nem p??precisamente o que estamos a ver nos EUA (e entre n?amb? mas seria tema para outra reflex?. A crise econ?a que explodiu com a bolha do subprime ?xatamente o resultado do uso ileg?mo dos poderes do Estado para a satisfa? do imediatismo do apetite das massas. ?a omiss?das elites e at?ais: ? pervers?das elites. Os fatos: 1- a lei da escassez existe e n?pode ser extinta; 2- H?ma hierarquia social que ?eterminada fundamentalmente pelas habilidades e aptid?individuais. Procurar a equaliza? pr?ca de toda a gente ? grande e violenta ilus?socialista; 3- O monop? da emiss?da moeda dado a si pelo Estado imp? responsabilidade de ser o guardi?da moeda, apesar de tudo e de todas as press? A bolha imobili?a foi criada porque pol?cos e burocratas bem intencionados quiseram abolir a lei da escassez, quiseram impor arbitrariamente o acesso ao cr?to de forma artificial para quem n?deveria ter, praticaram uma frouxa e artificial pol?ca monet?a, que alimentou uma expans?econ?a imposs?l de ser mantida. A infla? nos EUA s?o aumentou muito porque eles s?(ainda) os emissores mundiais de moeda convers?l, houve grande aumento da produtividade ligado ?novas tecnologias de inform?ca e de telecomunica?s e a China entrou para valer no mercado mundial ofertando m?de obra barata. Esses fatores ben?cos, todavia, n?servir?mais de contrapeso ?rise que chegou. O sonho acabou, a realidade se imp?A isso ? que chamamos de crise. Sua origem est?a elite dirigente dos EUA, que violentou as leis econ?as e se recusou a conduzir as massas, passando a ser por elas conduzidos. Veja, caro leitor, essa promessa de Obama de universalizar o acesso ?a? ?imposs?l de ser honrada: servi? de sa?s?um bem econ?o caro e o Estado norte-americano, mesmo rico, n??ico o bastante para abolir sua escassez. Faz-me lembrar os socialistas que, anos atr? quiseram implantar a Tarifa Zero nos transportes coletivos de S?Paulo. N?passaram das inten?s porque ?ura maluquice. A conclus??ue est?o poder uma elite irrespons?l e est?a, que n?cumpre o seu papel e n?tem a estatura moral para ser condutora do Estado. Tem sido assim de h?uito, mas o singular do momento ?ue a concentra? de est?os no poder nunca foi t?grande. A elei? de Obama ?sse coroamento da estupidez, do hermetismo da alma, do sonho gn?co de recriar o homem dentro de um paradigma que nega a antropologia. A sucess?de “pacotes” para o resgate da crise mostra essa aus?ia dos egr?os: est?a praticar as maiores iniq?des com o dinheiro p?co e com a moeda, em nome de uma falsa ci?ia econ?a, que n?pode justificar atos est?os. A experi?ia nazista (e a comunista tamb? da mesma natureza, portadora da mesma estupidez criminosa de sua elite) redundou em um cataclismo mundial. Como o mundo idealizado n?se ajusta ao real, a falsa elite tenta mold?o ?or?e para isso s?sp?os instrumentos de Estado, que ?iol?ia concentrada. Temo pelo que vir?Se em Obama n?estiver a alma de um estadista, disposto a contrariar as massas e seus cabos eleitorais, como a fam?a Clinton, qualquer coisa pode acontecer.

American Thinker

05/12/2008
By Joe the Farmer Does this Barack Obama birth certificate issue bug you because, although improbable, its possible that hes not a natural born citizen, isnt eligible to be President under the Constitution, and this issue could be bigger than Watergate -- or any other gate in history? Are you afraid that if you were even to raise the subject with your friends that they will think you wear a tinfoil hat, because Factcheck.org, the final arbiter of truth in the universe, said so? Are you with the news media, and after spending so much money to get Barack Obama elected, youd hate to ruin your investment? Are you a talk radio host who thinks that if you say the burden of proof needed to demonstrate one is eligible to be Commander in Chief should be at least as high as, oh, say, the level to be eligible for Hawaiian homestead status (see 1.F. below), that youd be forced to give equal time to someone who disagrees? Are you a conservative, libertarian, or any conscientious constitutionalist from any ideological side of life, whos convinced somethings not right, but youre afraid your reputation might be tarnished because, after all, this could be one big Saul-Alinsky-style set-up, and the joke would be on you? Fear not! Joe the Farmer has prepared an outline showing that no matter how this issue is ultimately resolved, you have legitimate concerns, and that Barack Obama should, simply out of respect for the nation he was elected to lead, disclose the sealed vault copy of his birth certificate. Given the circumstances, if Barack Obama respected this nation, he would prove it by the simplest and easiest of gestures - unless, of course, all this talk about change and hope was just a bunch of bull, and hes just another politician. Heres the outline: 1. Under Hawaiian law, it is possible (both legally and illegally) for a person to have been born out of state, yet have a birth certificate on file in the Department of Health. A. From Hawaiis official Department of Health, Vital Records webpage: Amended certificates of birth may be prepared and filed with the Department of Health, as provided by law, for 1) a person born in Hawaii who already has a birth certificate filed with the Department of Health or 2) a person born in a foreign country (applies to adopted children). B. A parent may register an in-state birth in lieu of certification by a hospital of birth under HRS 338-5. C. Hawaiian law expressly provides for registration of out-of-state births under HRS 338-17.8. A foreign birth presumably would have been recorded by the American consular of the country of birth, and presumably that would be reflected on the Hawaiian birth certificate. D. Hawaiian law, however, expressly acknowledges that its system is subject to error. See, for example, HRS 338-17. E. Hawaiian law expressly provides for verification in lieu of certified copy of a birth certificate under HRS 338-14.3. F. Even the Hawaii Department of Home Lands does not accept a certified copy of a birth certificate as conclusive evidence for its homestead program. From its web site: In order to process your application, DHHL utilizes information that is found only on the original Certificate of Live Birth, which is either black or green. This is a more complete record of your birth than the Certification of Live Birth (a computer-generated printout). Submitting the original Certificate of Live Birth will save you time and money since the computer-generated Certification requires additional verification by DHHL. 2. Contrary to what you may have read, no document made available to the public, nor any statement by Hawaiian officials, evidences conclusively that Obama was born in Hawaii. A. Associated Press reported about a statement of Hawaii Health Department Director Dr. Fukino, State declares Obama birth certificate genuine. B. That October 31, 2008 statement says that Dr. Fukino ha[s] personally seen and verified that the Hawaii State Department of Health has Sen. Obamas original birth certificate on record in accordance with state policies and procedures. That statement does not, however, verify that Obama was born in Hawaii, and as explained above, under Hawaiian policies and procedures it is quite possible that Hawaii may have a birth record of a person not born in Hawaii. Unlikely, but possible. C. The document that the Obama campaign released to the public is a certified copy of Obamas birth record, which is not the best evidence since, even under Hawaiian law, the original vault copy is the better evidence. Presumably, the vault record would show whether his birth was registered by a hospital in Hawaii. D. Without accusing anyone of any wrongdoing, we nevertheless know that some people have gone to great lengths, even in violation of laws, rules and procedures, to confer the many benefits of United States citizenship on themselves and their children. Given the structure of the Hawaiian law, the fact that a parent may register a birth, and the limited but inherent potential for human error within the system, it is possible that a parent of a child born out-of-state could have registered that birth to confer the benefits of U.S. citizenship, or simply to avoid bureaucratic hassles at that time or later in the childs life. 1. We dont know whether the standards of registration by the Department of Health were more or less stringent in 1961 (the year of Obamas birth) than they are today. However, especially with post-9/11 scrutiny, we do know that there have been instances of fraudulent registrations of foreign births as American births. 2. From a 2004 Department of Justice news release about multiple New Jersey vital statistics employees engaged in schemes to issue birth certificates to foreign-born individuals: An individual who paid Anderson and her co-conspirators for the service of creating the false birth records could then go to Office of Vital Statistics to receive a birth certificate . . . As part of the investigation, federal agents executed a search warrant of the HCOVS on Feb. 18, 2004, which resulted in the seizure of hundreds of suspect Certificates of Live Birth which falsely indicated that the named individuals were born in Jersey City, when in fact, they were born outside the United States and were in the United States illegally . . . Bhutta purchased from Goswamy false birth certificates for himself and his three foreign-born children. 3. Even before 9/11, government officials acknowledged the ease of obtaining birth certificates fraudulently. From 1999 testimony by one Social Security Administration official: Furthermore, the identity data contained in Social Security records are only as reliable as the evidence on which the data are based. The documents that a card applicant must present to establish age, identity, and citizenship, usually a birth certificate and immigration documents-are relatively easy to alter, counterfeit, or obtain fraudulently. 3. It has been reported that the Kenyan government has sealed Obamas records. If he were born in Kenya, as has been rumored even recently, the Kenyan government would certainly have many incentives to keep that undisclosed. Objectively, of course, those records may prove nothing. Obamas refusal to release records at many levels here in the United States, though, merely fuels speculation. 4. Obama has refused to disclose the vault copy of his Hawaiian birth certificate. This raises the question whether he himself has established that he is eligible to be President. To date, no state or federal election official, nor any government authority, has verified that he ever established conclusively that he meets the eligibility standard under the Constitution. If the burden of proof were on him, perhaps as it should be for the highest office of any individual in America, the more-than-dozen lawsuits challenging his eligibility would be unnecessary. A. Had he disclosed his vault copy in the Berg v. Obama lawsuit (which was the first lawsuit filed on the question of his eligibility to be President), and it was established he was born in Hawaii, that would have constituted res judicata, and acted to stop other similar lawsuits being filed. Without res judicata (meaning, the matter is adjudged and settled conclusively) he or government officials will need to defend other lawsuits, and valuable court resources will be expended. Strategically from a legal standpoint, therefore, his refusal to disclose doesnt make sense. Weighing factors such as costs, resources and complexity of disclosing versus not disclosing, he must have reason of considerable downside in disclosing, or upside in not disclosing. There may be other reasons, but one could speculate that he hasnt disclosed because: 1. He was not born in Hawaii, and may not be eligible to be President; 2. He was born in Hawaii, but facts that may be derived from his vault copy birth certificate are inconsistent with the life story he has told (and sold); 3. He was born in Hawaii, and his refusal to provide the best evidence that he is a natural born citizen is a means by which to draw criticism of him in order to make him appear to be a victim. This would energize his supporters. This would also make other charges about him seem suspect, including his concealment about ties to Bill Ayers and others of some infamy. Such a clever yet distasteful tactic would seem to be a Machiavelli- and Saul-Alinsky-style way to manipulate public opinion. But while this tactic may energize his supporters, it would convince those who believe him to be a manipulator that hes not only just that, but a real pro at it. This would indeed be the basest reason of all, and would have repercussions about his trustworthiness (both here and abroad), which Americans know, is a characteristic sorely lacking in its leaders. B. His motion to dismiss the Berg case for lack of standing could be viewed as contemptuous of the Constitution. See, Who Enforces the Constitutions Natural Born Citizen Clause? Are we to expect yet another White House that hides behind lawyers, and expects Americans to swallow half-truths on a just-trust-me basis? C. This issue poses the potential for a constitutional crisis unlike anything this country has seen. Disclosure at this stage, however, could even result in criminal sanctions. See, Obama Must Stand Up Now Or Step Down. Thus, he has motive not to disclose if he were ineligible. The question not being asked by the holders of power, who dismiss this as a rightwing conspiracy, is whats the downside of disclosing? This is a legitimate issue of inquiry because Barack Obama has turned it into one. The growing number of people who demand an answer in conformance with the Constitution are doing their work; the peoples watchdogs arent. The pen name Joe the Farmer pays tribute to Joe the Plumber, who had the audacity to ask a question. 292 Comments on Why the Barack Obama Birth Certificate Issue Is Legitimate

Fuerza Solidária

05/12/2008
Por: Alejandro Pe?sclusa 2 de diciembre de 2008 Muchos no se explican por qu?luego de las elecciones del 23N, Hugo Ch?z se ha acelerado tanto, y de pronto propone, de manera abierta y sin tapujos, la reelecci?residencial. El proyecto de Ch?z no cuenta con una estructura que lo respalde por motivaciones ideol?as o morales. La mayor?de sus seguidores los mueven razones econ?as: los m?pobres las misiones; los boli burgueses y la dirigencia del PSUV los contratos; y los aliados internacionales los cuantiosos aportes que Ch?z le da, ya sea en forma de donaciones abiertas o ya sea en forma de maletines encubiertos. Ch?z est?onsciente de que el derrumbe del precio del petr? pone en peligro su proyecto. Sabe muy bien que a mediados de a?as reservas internacionales habr?disminuido sustancialmente y que el pa?estar?ncendido por los cuatro costados, no s?por la disidencia pol?ca, sino sobre todo por la crisis econ?a y social. Ch?z necesita prepararse desde ahora para ese momento, atornill?ose en el poder con la enmienda constitucional. Si bien es cierto que la enmienda le asegura su reelecci?ndefinida, tambi?le proporciona algo igualmente importante: una excusa para imponer, de una vez por todas, el Socialismo del Siglo XXI . Ch?z dir?ue el pueblo le ha dado un mandato para gobernar sin l?tes y sin condicionamientos. Interpretar?a enmienda como una patente de corso para destituir a alcaldes y gobernadores de oposici?para aprobar leyes totalitarias, para cerrar todos los medios de comunicaci?dversos, y para encarcelar a sus cr?cos. En resumen, la enmienda le prepara el camino para poder gobernar como un tirano, y para poner en pr?ica una represi?eroz, justo cuando la crisis econ?a arrecie. Por eso, la batalla para evitar la enmienda no es una escaramuza m? sino que define el resultado de la guerra. De esta batalla depende el futuro de la democracia y de la libertad, no s?de Venezuela, sino de Am?ca Latina, porque los clones de Ch?z, como Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega y Mauricio Funes, dependen directamente de su permanencia en el poder. Es de vital importancia que la oposici?o se plantee la enmienda como una elecci?? sino como un golpe de Estado; en primer lugar, porque ya fue rechazada por el voto popular; y en segundo lugar, porque busca acabar con los pocos espacios democr?cos que todav?quedan. Una situaci?an grave como la que est?lanteada, requiere de un esfuerzo muy superior al de una elecci?Por eso, no es suficiente el consenso de los partidos pol?cos. Hace falta la participaci? coordinaci?e todos los sectores democr?cos del pa?